Estou vivendo a melhor e pior fase, estou vivendo a maior gratidão e maior ingratidão, estou vivendo a maior satisfação e a maior culpa, estou vivendo a maior realização e a maior frustação da minha vida.
E eu clamo... Deus! "Me ajude a melhorar, sozinha eu não consigo mais, já sei, eu sou humana e só sei errar."
A verdade que acho que nem todas as mães do mundo conseguem me entender, somente Deus, porque nem a minha própria mãe entende!
Será que um dia vou entender meus filhos?! ( Acho que no meu caso vai ser melhor, eles nasceram homens. Acho que não vão sentir nem um pouco desse sentimento... Mas pensando bem, no fim, eu também não vou entendê-los, porque eles vão passar as dificuldades que um pai passa... E esse é outro post).
Tá vendo! Olha a culpa aí...
Em resumo, não estava preparada para ser mãe.
No meu caso, sou filha única, criada e bem criada, porém bem criada demais, cheia de conforto, suporte, mimos, incentivos, porém bem longe de uma realidade chamada preparo para a maternidade. E não coloco a culpa em minha amada mãe, mas no sistema atual, da ilusória multifuncionalidade infalível da mulher, mãe e esposa independente, que cumpre infalivelmente todos e qualquer atividade que ela deseja agregar na vida dela, incluindo ser e ter tudo.
Sim. Sou contra a criação de meninas, baseada intensamente em independência financeira, em conquista de diplomas acadêmicos e etc, porque o caminho até chegar este nível, muita dependência será vivenciada por uma mulher, principalmete quando se torna mãe. Na prática, as prioridades são outras... Principalmente para mulheres cristãs!
O caminho de períodos longos em que um ser (filhos) vai necessitar de sua total atenção, sacrifícios, dor, humilhação, abstinência e renúncia.
Calma! nisso tudo, encontro alegria, novas aptidões e formas novas de realizaçoes, mas dói!
Enfim, não somos totalmente iguais aos homens. E a única luta pela igualdade que deveria ser defendida é do respeito um pelo papel do outro neste mundo. O respeito e amor do homem à mulher em ser sua ajudadora, como Deus criou e o respeito e submissão da mulher ao homem, como o provedor e líder do lar.
E por isso não fui preparada para o que eu fui criada... Companheira e Mãe.
Em consequência, neste momento me encontro, sendo Mãe de Dois, porém exausta psicologicamente e fisicamente, porque existem muitas atividades, projetos e anseios extras que desenvolve em mim a síndrome do pensamento acelerado (uma alteração, identificada por Augusto Cury, na qual o pensamento se torna muito rápido e dificulta a concentração, provoca aumento da ansiedade e desgasta a saúde física e mental... Saiba mais).
A Palavra de Deus, a Bíblia, é bem clara quando se refere a intenção e objetivo da criação da mulher (Leia aqui: no velho testamento em Genêsis), e muito mais claro ao que se refere ao desígnio e posição da mulher na família (no novo testamento).
Mas tudo isso dar muito certo... É CLARO! Para quem crer na Bíblia, como a Palavra de Deus.
E essas verdades que deveriam ser, não somente ensinadas as meninas, mas deveriam ser incentivadas, vivenciadas, conscientizadas de forma prática às meninas e jovens que se tornarão mulheres casadas e mães de família (independente da orientação profissional e educacional).
👉Deveriam ser orientadas a realidade de que ser esposa E/OU mãe implica saber cozinhar, organizar uma casa e seus cômodos, saber organizar, lavar e passar as roupas, saber cuidar dos animais domésticos, saber receber o marido e as visitas em casa e acima de tudo, obviamente cuidar dos filhos, de preferência encarar tudo isso com naturalidade pra sofrer menos.
Enfim saber fazer para até saber delegar estas funções à outra pessoa, mesmo havendo condições financeiras para contratar uma empregada doméstica.
Porque imagina não havendo condições finaceiras?
Meu Deus! É nessa condiçao que me encontro... E retorno ao assunto central... Não fui preparada para ser mãe!
Porque o que pulsa em mim são as habilidades que fui mais intensamente orientada em enfrentar as atividades externas, trabalhar fora de casa, estudar muito, buscar conhecimento acadêmico, profissionalizante, enfrentar o trânsito, os chefes e as chefas, os concorrentes, os colegas de trabalho, os professores e as teses, mas não a enfrentar a adaptação conjugal, passando pela dores pré e pós-parto, noites em claro com uma criança chorando, retorno às atividades em nossa igreja e até a possibilidade ou não do retorno ao trabalho formal, isso NINGUÉM efetivamente me preparou! :o :'(
Além daquela sensação de querer largar tudo para viver, pelo menos, por duas horinhas só nosso ou uma noite inteira só nossa, para descansar e enfim viver tudo que nossos anseios necessitam.
Pois é... O que resta então minha amiga é o Senhor Deus para nos encher de sabedoria e paciência, para sermos consoladas e encorajadas à construir uma experiência de vida EMPODERADA verdadeiramente, para oferecer o melhor para os nossos filhos afim de serem melhores que nós. E para oferecer o melhor para nosso marido que enfrenta os seus próprios conflitos. E para oferecer o melhor para nossa familia, comunidade e igreja que "busca" em nós um exemplo. E acima de tudo para oferecer o melhor a Deus que nos confiou tarefas tão importantes e principais que é ser ADORADORA DELE, MULHER, FILHA, ESPOSA E MÃE ... !
BUSQUE NOVAS MOTIVAÇÕES EM SUA NOVA VIDA!
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