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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Tudo e Nada - A agitação e as limitações na maternidade evangélica

 Enquanto almoço, estou aqui aproveitando a soneca do meu caçula (Moisés 5 meses), para compartilhar algo que está me causando ansiedade, insônia e até dores no estômago...

Sinceramente, não aguentei esperar escrever os posts anteriores (porque estou começando a desenvolver este blog de forma cronológica aos acontecimentos), porque preciso compartilhar e saber se mais alguém passa por isso???
Em comparação ao período em que eu era mãe de um filho, realmente era mais possível organizar meu dia (e eu ainda lamentava...) Nossa! Meu Deus! Hoje corro para duplicar meu dia em 48 horas, porque acho que eu precisava de um tempo assim para dividir aos Dois filhos.
A noite de sono de ontem, só começou hoje ás 3:00am, porque o caçula decidiu acordar e brincar, mas as 7:00am tinha que está de pé, para a preparação rotineira, dinâmica e enfadonha de Mãe, Esposa e dona de casa. claro que sim!
Nesse momento, depois que o primogênito (Leonam 5 anos) foi pra escola, me vejo com tantas prioridades para escolher (arrumar a casa, deixar pronto a comidinha do meu caçula quando acordar, iniciar o preparo da lição da EBD Kids - Escola Bíblica Dominical para crianças, preparar o suco e a janta, fazer as unhas, lavar o cabelo, ler meus e-mails, organizar documentos, cuidar das finanças, projetos, marketing empresarial para ajudar meu esposo, atualizar minhas redes sociais, escrever neste blog e etc... Assim a explosão de ansiedade e irritação, reflete em dores no estomago, dificuldade em descansar e até certo desânimo em começar qualquer umas dessas tarefas acima... e agora me dar licença, que vou dar uma olhadinha no caçula, pra ver se já acordou! UFA!


Não sou hipócrita, ser mãe dá trabalho, ser mãe de dois dá mais trabalho ainda! AMO, SOU APAIXONADA por meus filhos, CUIDO E ZELO da vida espiritual, física e emocional deles, mas NÃO SOU HIPÓCRITA... Ando exausta, acordo cansada, choro sozinha em casa, no shopping, no parque, na igreja e ninguém me ver! Mas sei que existe um DEUS QUE ME VER.
😘 E esse é o grande desafio que nós mães evangélicas, muitas vezes no encontramos, nos sentimos culpadas, murmuradoras, ingratas por desabafarmos em oculto à Deus ou aos mais íntimos, ou até em publico mesmo, quando não aguentamos mais essa rotina (super necessária) para nossos filhos.
É difícil mesmo! Nos sentimos sozinhas e sobrecarregadas sim! 
Mas não somos ingratas, somos humanas!
Mas EU decidi, não sou baú, conto meus problemas a Deus sim! Já ouviu uma canção que fala isso? Experimente ouvir... click CONTE A DEUS
Porque Ele nos permitiu extravasar em Sua Palavra e nos braços Dele... Como? 
TE DIGO: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós!" (1 Pedro 5:7)E AINDA TE DIGO: "Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28)

Conversando sobre isso com minha mãe (Diaconisa Marilene), ela é enfática em dizer... "Olhe ao seu redor, existem situações mais difíceis dos quais você enfrenta, minha filha!..."
" Busque motivação nessa sua nova rotina e vida..." Oooooh Glória! BINGO! Ela novamente acertou!
TENHO QUE BUSCAR NOVAS MOTIVAÇÕES EM NOVAS SITUAÇÕES!

É disso que precisamos, desabafar e receber pilulas de ânimo e não existe nada melhor que a voz experiente das mais velhas... Sim, das mais velhas! 
"Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada." (Tito 2:4,5)



Então amigas e amigos, eu te entendo, cada um tem seu pior, 
mas Deus compreende muito mais e tem sempre o melhor para todos nós😊😊

Estou sempre em busca de novas motivações, apesar do caminho árduo do bom ânimo.
Busque você também, mantenha-se sempre ocupados, pois tudo passa, os bons e os maus momentos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vida após maternidade - Parte 1

Para mim, definitivamente, houve o antes e o depois da chegada de nosso primeiro filho, houve aquele boom, aquele divisor de águas, aquele fundo do poço e aquela luz no fim do túnel...

Então tento ignorar quase tudo o que sabia ou achava que sabia da vida, antes da chegada do meu primogênito, porque a sensação que eu tenho é que quando eu acordei daquele parto cesáreo em Julho de 2011, é que outra mulher surgiu no lugar daquela moça de vinte e poucos anos que se achava mulher, porém, mal sabia ela que só era o começo de tremendas e terríveis mudanças.

Mas não posso compartilhar o depois, sem contar um pouco do antes...
...Coincidência???
Definitivamente não... “Jesusincidência” explica melhor.
 Tudo aconteceu TRÊS MESES antes de saber que estava grávida, eu e meu esposo nos RECONCILIAMOS COM JESUS CRISTO e retornamos a igreja, e então ENGRAVIDEI UM MÊS depois do nosso CASAMENTO.

Meu Deus e agora?
Sim, Deus era a única segurança que tínhamos naquele novo momento e período de nossas vidas, porque nossa vida financeira estava um desastre, enquanto eu era uma simples estagiária, meu esposo era um desempregado, aventurando-se no empreendedorismo, no famoso negócio próprio (do qual investimos o que não temos, para reinvestirmos o que ainda não ganhamos).
E por falar em estagiaria... Pois é, eu era uma estagiaria porque era estudante de Gestão Comercial, no terceiro semestre em uma instituição privada (ou seja, mais dívidas).
Resumindo financeiramente falando, passamos por necessidades e até recebemos ajuda de familiares.
Para completar nosso convívio como recém-casado, teríamos que substituir a Lua-de-mel por Enxoval de Bebê, ou seja, a experiência da adaptação, do conhecimento intimo, da estruturação emocional, física e espiritual teriam que ser desenvolvidos prematuramente e de forma muito mais difícil.
Missão impossível!

 Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.”1 Foi nesta palavra que nos firmamos em todo o momento, durante nove meses de gravidez, de medos e desesperos... Sim, eu senti muito medo, medo de não ter enxoval suficiente para o meu filho, de não ter atendimento medico adequado no SUS (sistema único de saúde) de nosso país, senti medo da hora do parto, do atendimento no parto, medo de morrer, medo de não ser uma boa mãe... foram muitas incertezas que na verdade nos guiava para a melhor certeza que podemos ter, a certeza de ter um Deus Todo Poderoso, que de alguma forma iria nos suprir, nos atender e nos fazer feliz. Infelizmente, muitas vezes, só enfrentando dificuldades assim, nos damos conta que o melhor é sempre depender e confiar, acima de tudo, em Deus e em sua misericórdia “que é a causa de não sermos consumidos”2
Porque até esse momento, nos sentíamos muito confiantes e fortes com nossa juventude, com nossos conhecimentos acadêmicos, com nossa força de trabalho, e é assim a vida de muitos, que tenta não enxergar que somos reles mortais, e o simples fato da maternidade chegar, nos tornamos sim dependentes muito mais de Deus, da ajuda de outras pessoas, de nossos maridos, de nossos familiares, de nossas comunidades, de nossas igrejas, nossos políticos e etc e etc.
E no meio disso tudo, nossos bebês, nossos filhos, nossas bençãos e nossas heranças dependem de NÓS, num sentido TOTAL e equilibrado da palavra.

Então chegou o GRANDE DIA, o dia do nascimento de nosso PRIMOGÊNITO!

:) continua...

Fontes:
1 Romanos 8:28
2 Lamentações 3:22